quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Parte III - Uma história para contar

                                                      Parte III



Mel não imaginara que uma pessoa poderia suprir toda a sua carência em tão curto prazo. Uma história, duas vidas. Tudo se encaixava e comunicava. Bom quase tudo, não podemos generalizar. Foram quase dois meses de segredos compartilhados, histórias vividas, choro e riso.

“Tudo que é muito bom dura pouco ou com um passe de mágica quebra-se o encanto”

O primeiro encontro: o dia perfeito, tudo acontecera da maneira que Mel sempre sonhava. Céu claro, brisa de leve e gramado. Sim, este dia ficou marcado em sua memória e creio que para o resto de sua vida. Ali a sintonia e pensamentos soavam alto, sonhos e planejamentos foram escritos dentro do peito.

Às vezes penso: Ou a Mel é uma pessoa muito azarada e não tem sorte em nenhum relacionamento, ou estar buscando aonde não deve.  Coloco-me em seu lugar e vejo como ela deve sofrer. Pode ser que ela não tenha a paciência que deveria ter, porque o plano de Deus é justo e verdadeiro e não se discute. Quantas vezes tentamos algo e sabemos que no final dará tudo errado?

Mel é uma pessoa muito sentimental e sensível, se entrega fácil aos encantos do amor e acaba sofrendo graves conseqüências – sua alta estima fica lá em baixo, seu senso de humor não existe mais e a vontade de sumir de determinado lugar é constante.

Acho que muitos de nós já passamos por algo parecido. Agora a questão é de aceitação do seu ser, Mel sente que é diferente das outras meninas, por ter um pensamento amplo e ao mesmo tempo restrito aos olhos do Livro da Lei.

Novamente Mel não segura suas palavras e peca neste ponto. Bom, concordo em partes com ela, pois quando surge uma duvida o que devemos fazer? Perguntar, questionar e não ficar martelo algo na cabeça.

Não entendo como o ser humano não é capaz de filtrar as coisas positivas que uma pessoa fala. Como podemos ser tão “cabeça dura”, ao ponto de sumirmos do mapa sem ao menos darmos uma explicação? Ei, psiu, é com você mesmo que estou falando: somos frutos do pecado então erramos. Mesmo que doa, PERDOE. Mesmo que seja difícil, PERDOE.

Já o Anjo? Bom este pediu que Mel tivesse paciência e soubesse esperar.

Esperar... Foi difícil para Mel ouvir esta palavra. Esperar o que? Esperar por quê? Esperar até que o esquecimento venha à tona? É isto que Mel faz a três semanas: esperar. Se surtirá boas noticias? Bom isto ninguém sabe. Mais pela primeira vez na vida ela aguarda da maneira correta e aguarda o tempo de Deus, o tempo de ser realmente FELIZ.

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