quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Parte I - Uma história para contar

                                         Parte I

Ele parecia um verdadeiro príncipe: cativante, galanteador, simpático e compreensivo. Era tudo o que Mel desejava naquele momento de tristeza e solidão que passara, pelo fato da adaptação no seu novo meio. As conversas fluíam dia após dia, os assuntos pareciam não ter fim. Algo inusitado, nunca vivido antes. Noites viradas, dias perdidos e tempo desperdiçado.
Sonhadora, amiga e impulsiva, Mel não media as palavras ditas. Muitas vezes falara algo que o “príncipe” não gostara de ouvir, mesmo que fosse para ajudar ou aconselhar em algo pertinente na sua vida e na sua maneira de ser.  
Príncipe: este sim descendia de todas as características da monarquia. Uma pena que no meio de todo o tramite da vida e do dia a dia houvera um tropeço: as palavras - que mudaram todo este ponto de vista.
 Ao contrário dos contos de fadas, aqui o príncipe que vira sapo. Esta mera transformação, fora culpa da própria Mel, que por não saber esperar e agir sem pensar algumas vezes, deixou sua natureza falar mais alto e ultrapassou novamente os limites.
 Assim como muitas histórias, o fato da desistência é como um clique de que algo está fora do lugar e precisa ser modificado.
Delicada, porém forte, Mel vai tentando retroagir e mudar a situação. Aos poucos começa a sentir a diferença, uma vez que a convivência carnal acontecera em poucas situações, conta-se nos dedos 6 encontros informais sem muito diálogo, contudo os olhos sempre brilhavam, a cabeça girava, e tudo parecera perfeito.

“Uma pena que todos nós criamos a ilusão de que tudo é para sempre, sendo que o para sempre, também acaba. Pois bem, e acabou!”

Mesmo não querendo que a fissuração estivesse consigo neste momento, o estado de choque bateu. Noites em claro, pensamento fixo na situação e inquietação no decorrer dos dias e meses.
Imaginemos a situação de Mel: “perdida no tempo e emancipada com a situação”. A desistência começa a ser a única solução.Solução de esquecimento, de maior foco em si mesmo e valorização do seu “eu”.
Assim sendo, fora feito como pensara: o entendimento de ser um indivíduo seco e propicio apenas aos seus interesses. A durabilidade de tal teste durou menos de 2 meses, até que uma data especial chega e Mel volta novamente aos seus conceitos, cai em tentação, seu coração amolece.

“Ação e reação sempre estão juntas e as respostas aparecem no decorrer do tempo.”

Um brotinho fora replantado em seu interior. Conversas, confrontos, intrigas, desencontros.Tudo isso aconteceu, porém Mel insiste (mais desta vez com cautela, sem pressa e priorizando o seu intelecto, o seu ser, sua essência). 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Ação e Consequência

Um sonho: conquistar e ser conquistada.
Uma vontade: viajar pelo mundo a fora com a pessoa certa ao lado.
Uma conquista: estar onde estou.
Um privilégio: a família.
Uma tristeza: saber que existe tantas pessoas “perdidas” pelo mundo a fora e eu não poder ajudar nem metade delas.

Todos nós almejamos “ser alguém na vida”. Buscamos, corremos atrás e começamos a abraçar as oportunidades que nos são oferecidas. Contudo, ainda sentimo-nos receosos com determinadas situações, não conseguimos induzir e estipular metas e prazos. Desencorajamos e somos desencorajados com muita facilidade e quando percebemos é tarde demais, o tempo perdido não volta.
Sabe, aprendi que devemos ter atitude, mais agir com cautela, fica de “olhos abertos” e girar nossa cabeça para aquilo que nos interessa. E o resto? O resto podemos descartar, pois não trará aumento nem produtividade em nossa vida.  Não há necessidade de frisarmos uma situação, a qual se sabe que não dará certo, isto é perca de tempo... Tempo é sinônimo de etapa – que nos induz a perca de uma fase de nossa vida.
Pessoas entram e saem de nossas vidas, algumas entram e custam a sair. Outras entram apenas para nós ensinar algo. Mesmo com isto, insistimos em procurar, buscar, e estar perto. 

Esperem... Lembram do que eu disse anteriormente?  


“... girar a cabeça para aquilo que nos interessa...” – Abro uma ressalva neste ponto especifico. Há sucessivas situações em que somos induzidos a permanecer em determinado plano. O tempo passa, e as coisas mudam do avesso. No começo o individuo estava no topo, e agora você quem esta.  Então, comece a guiar e ver aonde vai tal situação. Mire e observe se valerá à pena. Caso negativo fuja, descarte e retome sua cabeça ao que interessa.


Neste exato momento estou escutando esta musica, creio que nos cativará a pensar e resume um pouco de tudo o que descrevi.


“... Vivemos esperando o dia em que seremos melhores. Melhores no amor, melhores na dor. Melhores em tudo. Dias melhores pra sempre... Dias que não deixaremos para trás...” (Jota Quest – Dias Melhores)